Câncer colorretal é o 3º mais incidente nas mulheres e o 4º entre homens

O câncer colorretal acomete cerca de um milhão de pessoas a cada ano no mundo. Corresponde ao quarto tumor mais incidente nos homens (após pulmão, próstata e estômago) e ao terceiro nas mulheres (após mama e colo do útero) de acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Responsável técnico pelo Instituto de Gastro e Proctologia Avançado (IGPA), com sede em Cuiabá (MT), o especialista Mardem Machado explica que o câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

“Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, que são lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos”, esclarece.

De acordo com o coloproctologista, os sinais e sintomas do câncer colorretal dependem da localização do tumor no intestino e, inicialmente, podem ser inespecíficos. Dentre os mais frequentes podemos citar dor ou desconforto abdominal (cólicas frequentes, excesso de gases) e mudança do hábito intestinal (diarreia ou constipação intestinal).

O especialista ainda destaca o sangramento anal ou nas fezes, sensação de evacuação incompleta, dor ao evacuar, fraqueza, anemia, perda de peso inexplicada, náuseas e vômitos, redução no diâmetro das fezes, obstrução intestinal, alteração na coloração das fezes (escuras), aumento do volume abdominal, massas ou tumores palpáveis. Na presença destes sintomas, o paciente deve procurar atendimento médico específico.

Dr. Mardem Machado, coloproctologista, responsável técnico pelo IGPA

Fatores de risco

“Dentre os principais fatores de risco para o câncer colorretal podemos citar idade acima de 50 anos, história familiar de câncer colorretal, pólipos intestinais, história pessoal de outros tipos de câncer, como ovário, endométrio (útero) ou mama”, pontua o médico.

Além destes fatores, favorecem a ocorrência da doença a obesidade, o sedentarismo, doenças inflamatórias do intestino (Retocolite ulcerativa e Doença de Crohn), doenças hereditárias como Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) e Síndrome de Lynch, consumo de álcool, tabagismo e adoção de dieta rica em carnes vermelhas, com baixo teor de cálcio, pobres em frutas frescas e vegetais.

Neste sentido, como prevenção primária ao câncer colorretal, a medicina recomenda uma dieta saudável, rica em vegetais, frutas e fibras. Deve-se evitar, também, o excesso de alimentos com alto teor de gordura animal, particularmente carnes vermelhas. Também a prática regular de exercícios físicos é considerada fator protetor contra a doença. Ressaltamos que é importante, ainda, evitar o consumo de álcool e tabaco.

“No que se refere ao diagnóstico precoce, está indicada a realização dos exames de rastreamento a partir dos 50 anos de idade, em pacientes que não são considerados como de alto risco”.

Para estes pacientes o rastreamento consiste em realização do exame de sangue oculto nas fezes anualmente, associado a um método de visualização da porção interna do intestino por meio de colonoscopia a cada 10 anos, se o exame for normal, ou retossigmoidoscopia flexível a cada cinco anos, se o exame for normal.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximos à região. Em seguida, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é utilizada para diminuir a possibilidade de volta do tumor.

“O tratamento depende, principalmente, do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas”, alerta Dr. Mardem Machado.

O IGPA, localizado na Rua Barão de Melgaço, 2777, Centro Sul, em Cuiabá (MT), é especializado em Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) e conta com uma equipe profissional multidisciplinar como coloproctologista, gastroenterologista, hepatologista, nutricionista e fisioterapeuta.

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