Dia Mundial: Profissionais do IGPA destacam papel da fisioterapia pélvica na incontinência urinária

Neste Dia Mundial da Incontinência Urinária (14.03), os fisioterapeutas pélvicos Juliana Miranda e, que fazem parte da equipe multidisciplinar do Instituto de Gastro e Proctologia Avançado (IGPA), de Cuiabá (MT), alertam que não é normal passar a não conseguir segurar o xixi, problema que afeta tanto homens e mulheres nas várias faixas etárias e que na maioria das vezes pode ser solucionado por meio de exercícios aplicados por profissionais especializados.

“A fisioterapia pélvica desempenha um papel muito importante para minimizar os efeitos da incontinência urinária, seja decorrente do processo de envelhecimento por conta de alterações no organismo ou um problema de saúde que resulta em perda involuntária de urina”, pontua Juliana Miranda

A especialista observa que por meio da utilização de técnicas e tratamentos que podem ser feitos com segurança, antes ou depois das cirurgias, é possível a real minimização dos escapes de urina. “Os exercícios efetivos e a melhoria do estilo de vida, sem dúvida, são alcançados se o paciente for orientado por profissionais de fisioterapia capacitados e preparados para atuar na incontinência urinária, sejam homens ou mulheres que têm essa condição crônica”.

De acordo com Bruno César, a fisioterapia pélvica trata problemas no assoalho pélvico, que compreendem os músculos, ossos e articulações que fazem sustentação dos órgãos como bexiga, reto, útero, intestino e outros localizados na mesma região.

“Quanto antes você entender e aceitar que existe um quadro de incontinência urinária, melhores e mais rápidos poderão ser os resultados com tratamentos mais simples, sem que haja a necessidade de intervenção cirúrgica para corrigir o problema”, ressalta o especialista, reforçando que boa parte dos casos de incontinência pode ser curada ou consideravelmente melhorada com procedimentos simples.

Os primeiros sintomas, de acordo com Juliana e Bruno, aparecem nas situações que envolvem um pouco de esforço físico, como quando você tosse, ri, faz exercícios ou se movimenta e uma pequena quantidade de urina escapa.

Outro sintoma da incontinência urinária é aquela vontade súbita e intensa de fazer xixi em meio às atividades mais comuns do dia a dia. A necessidade de urinar chega a ser tão grande que um pouco de urina acaba por escapar antes mesmo de conseguir chegar ao banheiro.

“Você já sentiu sua roupa íntima ficar úmida sem ter sentido vontade de urinar? Se você acorda durante a noite com frequência para ir ao banheiro ou ao levantar da cama percebe que um pouco de urina escapou durante o sono, estes podem ser mais alguns dos sintomas”, citam os fisioterapeutas pélvicos, apontando, por último, o sintoma mais evidente. Ele se dá quando a uretra não é mais capaz de segurar urina e praticamente todo o líquido que está na bexiga escapa repentinamente.

Homens e mulheres

A Incontinência Urinária é uma condição que ocorre tanto em homens como em mulheres. Porém, nas mulheres, frisa Juliana Miranda, essa condição é mais frequente do que nos homens. Isto ocorre por diferentes razões, tais como: a uretra feminina é mais curta, a mulher vivencia experiências como gestações e partos, e as mudanças hormonais decorrentes da menopausa, que podem resultar em maior fragilidade do assoalho pélvico – grupo de músculos que sustenta a bexiga e os órgãos genitais.

Já nos homens, destaca Bruno César, a incontinência urinária frequentemente está relacionada com procedimentos cirúrgicos da próstata. Outras situações como tosse crônica, obesidade e doenças crônicas podem aumentar o risco de escapes de urina tanto no homem como na mulher.

“Qualquer que seja a causa da Incontinência Urinária, homens e mulheres devem consultar um médico especialista para que seja realizado o diagnóstico e tratamentos corretos”, orientam os especialistas.

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