Ecoendoscopia define localização e extensão de tumores

A Ecoendoscopia Digestiva, ou ultrassonografia endoscópica, é um exame que combina endoscopia e ecografia de alta resolução. Trata-se de um endoscópio fino e flexível, especialmente equipado com uma sonda de ecografia em miniatura que se encontra acoplada à extremidade do aparelho, e que permite a realização de ecografia no interior do tubo digestivo.

O ecoendoscópio, de acordo com o gastroenterologista e endoscopista Roberto Barreto, pode ser introduzido através da boca (Ecoendoscopia Alta, para avaliação do esôfago, estômago e duodeno) ou do ânus (Ecoendoscopia Baixa, para avaliação do cólon e reto).

O equipamento permite obter imagens detalhadas das diversas camadas da parede do tubo digestivo em toda a sua espessura, bem como avaliar em profundidade outras estruturas vizinhas do aparelho digestivo, incluindo gânglios linfáticos, vasos sanguíneos, o mediastino, pulmões, fígado, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas.

“A Ecoendoscopia tem implicações importantes na abordagem diagnóstica e no tratamento de variadas situações clínicas”, pontua Roberto Barreto, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia em Mato Grosso (Sobed/MT).

Habitualmente, a Ecoendoscopia é solicitada na sequência de exames endoscópicos e/ou de imagem, com o objetivo de esclarecer achados desses exames ou complementar a investigação.

Indicações

Ecoendoscopia define localização e extensão de tumores
Dr. Roberto Barreto é presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia em Mato Grosso (Sobed/MT)

Entre as indicações mais frequentes para a realização deste exame encontra-se o estadiamento de tumores do aparelho digestivo, a avaliação de lesões subepiteliais da parede do tubo digestivo e a avaliação de doenças biliares e pancreáticas.

A Ecoendoscopia permite, por exemplo, determinar a extensão da disseminação de certos tumores do trato digestivo ou do trato respiratório, ao avaliar com precisão a profundidade da invasão do tumor na parede e se existe já disseminação para os gânglios linfáticos adjacentes ou estruturas vitais vizinhas, tal como vasos sanguíneos importantes.

Por outro lado, a Ecoendoscopia permite também esclarecer se um determinado abaulamento da parede do tubo digestivo corresponde a uma compressão provocada por um órgão vizinho, ou a uma lesão da própria parede recoberta por uma mucosa de aspecto normal.

Neste caso, esclarece Dr. Roberto Barreto, a Ecoendoscopia, permite caracterizar essa lesão avaliando com precisão o seu tamanho, camada de origem na parede e diversas características morfológicas, podendo sugerir o diagnóstico mais provável.

Dr. Roberto Barreto é diretor do Centro de Endoscopia de Cuiabá (CEC), do Instituto de Gastro e Proctologia Avançada (IGPA) e da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

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