Excesso de álcool e gordura são fatores de risco para o fígado, apontam especialistas do IGPA

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, sendo as doenças hepáticas mais comuns do que a maioria da população imagina. Especialistas do Instituto de Gastro e Proctologia Avançada (IGPA), de Cuiabá (MT), pontuam enfermidades que acometem o fígado, destacando como fatores de risco o uso exagerado de álcool, alimentação com excesso de gordura e pouca atividade física.

De acordo com a gastroenterologista Luciana Rocha Almeida, as hepatites A, B e C, a esteatose hepática (gordura no fígado), a hepatopatia alcoólica, o câncer no fígado e a cirrose, são os problemas mais comuns que atingem o órgão.

“As doenças hepáticas são inicialmente silenciosas, a exemplo a esteatose hepática. Por isso, os exames de rotina e a atenção a certos sinais do corpo são indispensáveis para manter a saúde deste órgão”, alerta a médica, observando que à medida que a doença progride ocorre comprometimento importante do fígado, podendo resultar até mesmo em um quadro de cirrose hepática.

Quanto à hepatite alcoólica,  é uma condição séria na qual o fígado foi severamente danificado pelos efeitos do álcool. Segundo o gastroenterologista, endoscopista e hepatologista Roberto Roberto, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia (Sobed) em Mato Grosso, a doença é caracterizada por fraqueza, febre, falta de apetite, náusea, vômitos e dor na área do fígado.

Dr. Roberto Barreto, gastroenterologista, hepatologista e endoscopista

“O fígado está frequentemente inflamado, causando a morte de várias células hepáticas. Assim como na esteatose, a hepatite alcoólica também pode levar à fibrose, que se assemelha a várias cicatrizes permanentes e pode, inclusive, levar a risco de vida e requerer hospitalização”, ressalta, alertando que a recuperação de quadros de hepatite alcoólica é comum, mas a fibrose hepática é irreversível.

Cirrose induzida pelo álcool

Este é o desfecho final do dano ao fígado pelo álcool. Dr. Roberto Barreto esclarece que a cirrose é uma forma irreversível, permanente, de dano hepático, e que a fibrose é intensa e leva à obstrução da passagem de sangue através do órgão. “Isto impede que o fígado exerça suas funções críticas de purificar o sangue e os nutrientes absorvidos pelos intestinos. O resultado final é a insuficiência hepática”.

Sinais de insuficiência hepática incluem o acúmulo de líquido no abdome (ascite), desnutrição, confusão mental (encefalopatia) e sangramento. “Algumas destas condições podem ser contemporizadas com dieta, medicamentos e alguns procedimentos especiais, mas a recuperação espontânea do fígado e o retorno à saúde são raros”, completa o especialista.

Por tudo isso, completa Dra. Luciana Almeida, é importante ter alguns cuidados para manter o funcionamento correto do fígado, como manter uma dieta saudável, evitar bebidas alcoólicas e praticar atividades físicas. “O acompanhamento com especialista é de extrema importância, sendo este necessário para avaliação, realização do diagnóstico e seguimento da doença”, orienta a médica.

Equipe do IGPA

O IGPA, referência para o tratamento de doenças que acometem o aparelho digestivo, conta com uma equipe altamente especializada de gastroenterologistas e hepatologistas formada por Dr. Francisco José Dutra Souto, Dr. Roberto Barreto, Dra. Suzana Carla P. Souza, e Dra. Luciana Rocha Almeida.

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