Março Azul-Marinho: Coloproctologista Mardem Machado fala sobre principais sintomas do câncer colorretal

O câncer colorretal pode não apresentar qualquer manifestação clínica, mas, também pode causar um ou mais sintomas, como explica o coloproctologista Mardem Machado neste mês em que é celebrado o Março Azul-Marinho, campanha de conscientização sobre a doença.

De acordo com o especialista, os tumores, que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto, são tratáveis e, na maioria dos casos, curáveis ao serem detectados precocemente, quando ainda não se espalharam para outros órgãos.

“Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso”, explica o médico, ressaltando que a doença pode ser silenciosa, mas também pode apresentar sintomas.

Diarreia ou constipação são algumas das manifestações, além de presença de sangue nas fezes, perda de peso sem motivo específico, sensação de que o intestino não é completamente esvaziado, cansaço e fadiga, e dor abdominal tipo cólica, sensação de inchaço abdominal.

Sobre sangramento no trato digestivo, Mardem Machado observa que às vezes o sangue pode ser visto nas fezes ou estas parecerem mais escuras. “No entanto, muitas vezes, as fezes parecem normais. Mas, com o tempo, a perda de sangue pode ser cumulativa provocando anemia”.

Algumas pessoas podem apresentar sinais de que o câncer se espalhou para o fígado com aumento do fígado perceptível no exame físico, icterícia ou dificuldade para respirar devido a disseminação da doença para os pulmões.

Estes sintomas também estão relacionados a outras doenças, como infecção, hemorroidas ou síndrome do intestino irritável, não sendo necessariamente sinais e sintomas exclusivos do câncer colorretal.

“Entretanto, existindo qualquer um desses sintomas, um médico deverá ser consultado para o diagnóstico preciso e o início do tratamento caso necessário”, orienta o especialista.

Fatores de risco

Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino, de acordo com o coloproctologista Mardem Machado, são idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras.

O consumo de carnes processadas – salsicha, mortadela, linguiça, presunto, entre outros -, e a ingestão excessiva de carne vermelha também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Diagnóstico e tratamento

Os tumores podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias), conforme o De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio).

Segundo o Inca, o câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável por meio de cirurgia e a radioterapia associada ou não à quimioterapia.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

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