Terapias ajudam a manter a Retocolite Ulcerativa sob controle, explica Mardem Machado

A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença crônica inflamatória do cólon (intestino grosso) que ocorre frequentemente em adolescentes e jovens adultos. Neste Maio Roxo, mês de conscientização da população sobre a importância da prevenção e do tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), o coloproctologista do Instituto de Gastro e Proctologia Avançada (IGPA), Mardem Machado, esclarece que não há cura para o problema, mas há terapias que a doença.

Os RCU podem incluir dor abdominal, urgência evacuatória, diarreia e sangue nas fezes. A inflamação começa no reto e pode se estender até o cólon de maneira contínua. Apesar de atingir em sua maioria os jovens, a doença também tem pico de incidência a partir dos 60 anos, atingindo tanto homens quanto mulheres.

“Ao ler sobre doenças inflamatórias do trato gastrointestinal, você precisa saber que a retocolite ulcerativa não é a mesma coisa que a doença de Crohn, outro tipo de doença inflamatória intestinal”, orienta o especialista.

A doença é causada pelo fator genético e algo no ambiente que faz com que o sistema imune responda de forma anormal. De acordo com Mardem Machado, especialistas ainda não sabem exatamente quais seriam as causas ambientais, podem ser determinados alimentos, vírus, bactérias, tabagismo, entre outros fatores, que desajustam o sistema imune, que não controla a inflamação e danifica a parede do cólon.

“Os sintomas da retocolite ulcerativa tendem a ir e vir. Entre as crises, é possível que as pessoas não sintam dor. Estes períodos livres da doença, conhecidos como remissão, podem durar vários meses ou anos, embora seja típico que os sintomas eventualmente voltem”, explica Machado.

Além de examinar o histórico médico do paciente e de sua família, detalhadamente, o especialista responsável pelo paciente deve realizar exames físicos, como uma colonoscopia.

“Outras doenças podem apresentar os mesmos sintomas que a RCU, por isso o médico se baseia em vários exames médicos para descartar outras possíveis causas dos seus sintomas”.

Embora não haja cura, existem terapias efetivas para manter a inflamação sob controle. Em caso de sintomas, é sempre necessário buscar orientações médicas.

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