Ingestão de espinha de peixe ou osso de galinha merecem cuidado, alerta endoscopista

Apesar de aparentemente tratar-se de um problema simples, a ingestão acidental de espinha de peixe ou osso de galinha merece cuidado para que não se agrave.

De acordo com o gastroenterologista e endoscopista Roberto Barreto, quando alguém engole um corpo estranho, ele viaja através do trato digestivo e é expelido  normalmente, sem causar problemas.

“Entretanto, objetos pontiagudos, como espinha de peixe e ossos de galinha, podem perfurar o aparelho digestivo, e sua ingestão pode ser considerada emergência médica”, observa o especialista.

Algumas pessoas que engolem a espinha de peixe, não apresentam sintomas, mas outras podem sentir dificuldade para engolir alimentos,  dor no pescoço ou no peito, tosse, dificuldade para respirar ou respiração ruidosa.

Esses sintomas são mais prováveis de acontecer quando o objeto está preso no esôfago e, geralmente, duram enquanto ele permanecer preso, como explica Dr. Roberto Barreto, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia em Mato Grosso (Sobed/MT).

Outras vezes, a espinha de peixe passa, causando um pequeno ferimento, que cicatriza espontaneamente em alguns dias, deixando a sensação de que ainda há algo preso na garganta ou no esôfago.

Se o objeto for grande, pontiagudo e puder se modificar ou deformar facilmente no interior do corpo, deverá ser removido imediatamente pelo exame de endoscopia alta.

“Se você engolir espinha de peixe, osso ou outro objeto, não deve ingerir nada após o acidente. Assim, não se deve comer pão e farinha, nem beber grandes quantidades de líquidos, como é orientado popularmente, pois isso pode agravar o problema. O ideal é procurar um médico para avaliar o caso”, sugere o especialista.

 

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